quarta-feira, 10 de outubro de 2012


MANCHETES DESTA EDIÇÃO: 

"A JUSTIÇA FOI FEITA. ELEITO PRIMEIRO NEGRO PRESIDENTE DO STF"

"LEIA NA MATÉRIA FINAL NOSSA MATÉRIA FINAL A NOSSA HOMENAGEM A ELE"

"CORRUPTO TERÁ QUE DEVOLVER DINHEIRO. SERÁ!?"

"AUMENTA A INADIMPLÊNCIA NO PAÍS DA DILMA E DO MENSALÃO"

"IDOSA QUE ESCORREGOU EM SANTINHO DOMINGO MORREU HOJE"

"OBAMA FICA PARA TRÁS NA ELEIÇÃO AMERICANA"

"SERIEDADE NÃO COMOVEU O CÍNICO VIOLA"

"RESULTADO DO MENSALÃO PREOCUPA ADVOGADOS DE COLARINHOS BRANCOS"

O juiz Joaquim Barbosa, relator do histórico julgamento do mensalão, foi confirmado como o primeiro presidente negro do STF, com mérito. Em sessão plenária, os juízes do STF elegeram Barbosa como chefe do poder judicial brasileiro, um cargo tradicionalmente rotativo na máxima corte e que é sempre assumido por dois anos pelo magistrado mais antigo. Barbosa assumirá formalmente nas próximas semanas. Não poderia ser de outra maneira. Um homem íntegro, sério e honesto, ao contrário de  Lewandowski e Dias Toffoli, paus mandados do ex-presidente Lula. Parabéns Ministro!!!


O julgamento do mensalão e a flexibilização adotada pelo Supremo Tribunal Federal poderão provocar impacto e mudar o entendimento de magistrados da primeira instância em ações relativas a organizações criminosas e lavagem de capitais. A teoria do domínio do fato, por exemplo, invocada pelos ministros, pode impulsionar instâncias inferiores a adotar os mesmos conceitos. Isso com certeza,  vem preocupando advogados desonestos que usufluíam da imoralidade da justiça brasileira para tirar proveito em favor de seus clientes corruptos de colarinho branco.

Caixa atendeu à pressão do governo para atuar em mais uma frente de redução do custo financeiro do país ao diminuir em até 25% o preço das tarifas e pacotes de serviços. O anúncio, já era esperado pelo mercado, segue o Banco do Brasil, que informou nesta semana um corte de até 34% nas taxas cobradas de clientes para diversos serviços. A iniciativa promete ser a nova ofensiva dos bancos públicos na disputa com as instituições privadas após a diminuição das taxas de juros.
Uma decisão da Justiça de São Paulo obriga o deputado federal Paulo Maluf (PP) a devolver R$ 21,3 milhões aos cofres municipais. Os valores são referentes ao prejuízo que a prefeitura de São Paulo sofreu com papéis do Tesouro Municipal no chamado "escândalo dos precatórios". A decisão é da juíza Liliane Keyko Hioki, da 3ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, que acatou pedido do Ministério Público. O dinheiro deve ser depositado no prazo de quinze dias, "sob pena de acrescer à dívida o percentual de 10% a título de multa", conforme determina a juíza no acórdão.
A inadimplência do consumidor subiu 8,2% em setembro, na relação com o mesmo mês de 2011. Os dados são do Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor, divulgado hoje. No acumulado do ano (de janeiro a setembro), a inadimplência cresceu 15,3%. Essa informação vem na contramão do que po governo federal alardeia, de que a situação do país é estável. Tanto é que foi alertado pelo Fundo Monetário Internacional a respeito de uma crise iminente e sem precedentes.
Morreu na manhã desta quarta-feira uma idosa que escorregou em panfletos de propaganda eleitorais em frente à Escola Estadual Francisco Brizola, em Bauru, interior de São Paulo no domingo de eleições municipais. De acordo com o Hospital Estadual Bauru, onde ela estava internada desde a data do acidente, as lesões, fraturas no quadril e fêmur, agravaram seu estado de saúde, já debilitado, e a levaram ao óbito. São as consequências desta política suja que se pratica no país.

O candidato republicano à Presidência dos EUA, Mitt Romney, apareceu à frente do presidente Barack Obama pela primeira vez em mais de um mês e lidera as intenções de voto com 45%, contra 44% do rival democrata, de acordo com uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada hoje. A quatro semanas da eleição de 6 de novembro, a vantagem obtida por Obama após a convenção de seu partido desapareceu. A avaliação dos eleitores sobre Romney melhorou depois de uma boa atuação do republicano no debate da semana passada. Na verdade, existe um empate técnico entre ambos.
Parece que a transparência e seriedade do STF, com duas exceções(Lewandowski e Toffoli), não comoveram o ex e sempre indisciplinado jogador Viola sobre prática de crimes. Ao deixar a Cadeia Pública de Carapicuíba, ele se mostrou tranquilo, como estivesse saindo do cinema, shopping ou uma partida de futebol. O polêmico Viola disse que não roubo, nem matou e por isso não acreditava que isso mancharia sua carreira, que só não foi mais suja que a atual política brasileira. Acredito que tenha que explicar a esse cínico, que não é só roubar ou matar que é crime.

A HOMENAGEM DO NETOEMGERAL A UM DOS POUCOS HOMENS SÉRIOS DESTE PAÍS.


Hoje, ao invés de postar qualquer outro tipo de matéria, gostaria de homenagear ao primeiro negro a assumir a Presidência do Supremo Tribunal Federal e com ampla e total justiça. A partir de ontem, após a condenação dessa quadrilha do mensalão, espero que ele seja um divisor de águas na justiça brasileira, que navega num mar de lama e sujeira, especialmente depois da entrada no poder de um um engodo ou farsa como queiram,  chamado Luis Inácio Lula, que vem enganando o povo do brasileiro há mais ou menos 30 anos, tendo chegado ao poder e formado esta camarilha que roubou o país e se tornou um dos homens mais ricos daqui, o que não é para qualquer um. É uma pena, que como pai do mensalão, ele não esteja entre os 37 que estão sendo julgados, isso através do dinheiro. 


Parabéns Ministro Joaquim Barbosa e contarei sempre com sua honestidade, apesar de ser apenas um. A anotação “Last Act - Bribery” em tinta azul sobre o papel pardo envelopava o capítulo final da história reescrita do mensalão. Na véspera do 1.º turno da eleição, o relator Joaquim Barbosa rechaçou a versão de que o pagamento de deputados federais no primeiro governo Lula era uma operação de caixa 2 para pagar dívidas de campanha. Barbosa condenou o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu por corrupção ativa. O voto, que trazia uma teatral identificação em inglês - “Último ato - suborno” -, era obra de um homem com uma história múltipla. Quando convenceu os colegas do Supremo Tribunal Federal a levar a julgamento os envolvidos no mensalão, em 2007, Barbosa explicou numa entrevista ao Estado que elaborava seus votos como se costurasse uma “historinha”, com “simplicidade”, “clareza” e “objetividade”. Nessa quase novela, montada a partir de tópicos, o “clímax” era o núcleo político. Cinco anos depois, o contador da história, atualmente com 58 anos, virou o protagonista da narrativa escrita pela opinião pública e pelas ruas. Barbosa chegou ao tribunal por uma situação semelhante ao sistema das cotas. Lula tinha três vagas e decidiu que uma seria reservada a um negro, outra a um nordestino - Ayres Britto - e uma terceira a um paulista - Cezar Peluso. Vários currículos chegaram às mãos do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Até o deputado Vicentinho se candidatou. Ao ler o currículo de Barbosa, Bastos viu que a formação acadêmica dele era invejável, mesmo para os padrões do STF. Barbosa tinha feito doutorado na França e estudos de língua nos EUA, na Áustria, na Inglaterra e na Alemanha. A rede de apoio a Lula e ao PT vibrou com a escolha, em 2003, do “primeiro negro” para o STF, ignorando a controvérsia sobre o “mulato” Pedro Lessa, que atuou no tribunal de 1907 a 1921. Agora, no julgamento, partiu para o ataque contra o “autoritarismo” do ministro, que passou a ser descrito como alguém que condenava “sem provas”. Por sua vez, tucanos e defensores da condenação dos réus do mensalão passaram a ignorar as polêmicas do passado envolvendo Barbosa no STF. Em 2009, ele foi criticado quando disse ao ministro Gilmar Mendes: “V. Excelência, quando se dirige a mim, não está falando com os seus capangas no Mato Grosso”.Ao chegar ao Supremo, o ministro herdou um grande acervo de processos deixado pelo ministro Moreira Alves. O problema foi agravado com a relatoria do mensalão, a grande história que se dispôs a contar. Mesmo assim, em 2009, Barbosa foi o segundo ministro com mais processos julgados. No ano passado, ele mostrava pessimismo com o mensalão. Achava que os colegas absolveriam figuras centrais. No mensalão, Barbosa fez o que quis. Na reunião que definiu o cronograma do julgamento, ficou acertado que levaria quatro sessões para ler o seu voto. Na hora, não revelou claramente que dividiria o julgamento em “fatias”. Chegou a mencionar que seu voto seria como na denúncia, mas não disse que julgaria um item e, depois de todos os ministros votarem, começaria a julgar outro. Ele sabia que essa era a forma de manter o controle sobre o processo e contar de forma simples e didática a história do mensalão. Já na história que construiu para si, Barbosa sempre foi um personagem mais complexo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

EDIÇÃO E POSTAGEM DE JOSÉ OVÍDIO, ÀS 19HS., E 54MIN., DIA 10/10/2.012.
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